
Então, agora sou quase vegetariana. Só o peixe ainda permanece em minha alimentação. Na verdade, toda mudança na alimentação não pode ser brusca. Por isso ainda consumo. Mas mesmo assim, só duas vezes por semana. Desde setembro estou nessa. E pelo que senti, tanto para meu corpo como para minha mente e sentidos, eu fiz uma ótima escolha de vida. Hoje meus níveis sanguíneos estão significativamente melhores. Minha imunidade melhorou e também minha pele. As celulites, imagine!, estão dando um tempo. Risos. E olha que ainda não estou fazendo exercícios. O aspecto geral da pele muda. Todo o aparelho digestório também. Como tantas frutas por dia que nem sinto fome. E fora isso, ainda tinha a questão do sofrimento dos animais que me incomodava. Sempre acreditei que todo o stress pelo qual eles passam ao serem abatidos, vem de brinde na carne que colocamos em nosso prato. Como se a via sanguínea deles guardasse substâncias que seguram a memória da dor no momento da morte. E isso passa para o homem. Sem falar nos antibióticos e hormônios aplicados nesses animais. Tem muita literatura a respeito dissso confirmando minhas suspeitas antigas. Ainda não tenho a alimentação que queria: orgânica, ou seja, sem fertilizantes, aditivos químicos e tudo mais. Mas já me sinto melhor. Tô afinando devagar. Tô entrando nas calças que não entrava. Huuu!!! As coisas certas acontecem devagar. Como mudanças não-efêmeras. Pra quem não colocava uma fruta no cardápio há tempos, isso é motivo de comemoração. Bem, é isso. Depois escrevo mais a respeito. Agora vou pegar uma praia no guarujá. Isso lembra minha adolescência. O céu está azul lindo e eu estou muito feliz. Há alegrias que não se explicam. Só quem me conhece sabe que amo essas coisas simples da vida: um sol, uma brisa, o sal do mar, e amigos-amores pra comemorar. Um beijo a todos.
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