sábado, 14 de março de 2009

Eu quero tirar mais os sapatos

perto de casa...


Ai, ai...Não tenho tido tempo de escrever aqui. Chego em casa do trabalho e aparecem dez coisas pra fazer. Tudo ao mesmo tempo. Queria fazer um curso de cabala. Queria começar o pilates. Acho que só quando tiver carro novamente. Não queria, sabe? Confesso que me sinto culpada biologicamente por ter carro. Será mais um nesse trânsito caótico. Mas terei mais horas de sono. Uma hora a mais todos os dias, ao longo da semana, já me estabilizam. Hoje fui pra São Paulo buscar meu diploma. Alguma coisa aconteceu e não me entregaram. Vão me ligar pra dizer quando posso buscar. Mas o passeio foi bem agradável. Ao meu lado sentou dona Célia. Ela mora no Rio, na Barra. Conversamos bastante. E as memórias de infância e adolescência vieram tão fortes em mim. Eu gostei tanto da dona Célia. Lembrei de quando eu ia passar as férias no Rio. Até os cheiros vieram. A alegria dos primos. O mimo dos tios. Adoro o Rio. Quando já estava chegando em casa, passei por uma banca e bati os olhos numa revista que procurava há tempos: "Revista dos Vegetarianos" da editora Europa. Daí, por coincidência, a revista trazia uma entrevista com o médico Alberto Gonzalez, que escreveu "Lugar de médico é na cozinha". É o livro que estou lendo agora. Mas coincidências não existem. E tenho sido muito feliz com a leitura. Mudei minha alimentação há seis meses e só tenho comemorado. A cada dia tenho aprendido uma coisa nova. Isso é tão importante pra mim: estar em equilíbrio com o meu corpo. Saber que agora eu me alimento. Que as trocas celulares acontecem dentro de mim, trazendo mais saúde. Há uma alegria e calma que vem de brinde. Descobri, por exemplo, que a serotonina é processada no intestino. E quanto mais alcalina for nossa alimentação, mais saúde este órgão terá para cumprir sua função em harmonia. Fora isso, uma sensibilidade ambiental tomou conta de mim. Eu quero a minha saúde e a do ambiente em que moro. Todas as vezes ao passar por um rio no caminho do meu trabalho, tenho vontade de limpá-lo. Eu sinto mais o cheiro do mato. Eu sou aquela pessoa que olha o céu e acha que até a posição das nuvens é fenômeno. Pra mim, tudo é fenômeno. Tudo é incrível: o barulho do mar, as nuvens abrindo pra lua aparecer, o musgo que cria no bonsai que fica no meu quarto. Tudo. Tudo. Os amigos. Dona Célia. O livro do Fernando Sabino que veio parar nas minhas mãos, hoje na livraria. Vou jantar agora. Salada de agrião, com uma massa integral. Tomates com manjerona, levemente refogados no azeite. Eu sou essa: a que curte pequenas coisas. Porque nada é pequeno. Nem eu, nem você.
* ah! Gostei do cara tatuado na banca de jornal.

Um comentário:

  1. "Tomates com manjerona, levemente refogados no azeite"

    Verdes? e Fritos? *-*

    Beijo

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